terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ACADEMIA DE CULTURA DA BAHIA ANUNCIA POSSE DE NOVOS MEMBROS

 

Academia de Cultura da Bahia anuncia posse de novos membros

Considerada uma das mais importantes do Estado da Bahia



Academia de Cultura da Bahia anuncia posse de novos membros
 (Foto: Agnildo Santos)


Fundada em 2004, a Academia de Cultura, é considerada uma das mais importantes do Estado da Bahia. tendo como objetivo principal o fomento das artes e da cultura a valorização e fortalecimento do setor cultural baiano, reunindo intelectuais e artistas. 

A ACB tem como presidente o advogado, músico, escritor, poeta e poliglota Benjamim Batista que vem conduzindo a casa com muito zelo, dedicação e credibilidade, não é à toa que ele foi indicado para o Guinness Wor World Records (Livro dos Recordes),  como a pessoa que mais academia fundou no mundo, Euzinho é responsável pela fundação de Academias na Itália, França, Portugal, Argentina e Espanha. Já no Brasil foram fundadas por ele academias nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Bahia. 

No território baiano existem 120 academias, e dessas, cem foram criadas por ele. Benjamim tem sido importante para a mudança de mentalidade, pois nas academias e instituições ligadas a letras espalhadas pelo Brasil só há 40 vagas disponíveis, mas ele enfatiza que é necessário haver mudanças, já que há vários outros nomes importantes que poderiam fazer parte desse grupo seleto de intelectuais, e acabam ficando de fora. 

As reuniões acontecem sempre na última sexta-feira de cada mês, e é realizada em sua sede no Hotel Porto Bello em Ondina.

Na ACB encontramos músicos reconhecidos, poetas, artistas, pesquisadores, radialistas, escritores, advogados, desembargadoras, profissionais da imprensa, embaixadora da paz na Organização das Nações Unidas (ONU), humorista, editorialista, empresários, historiadores, cineastas, médicos, professores universitários, padres, atores e atrizes, artistas plásticos e outras personalidades do mundo artístico/cultural e educacional. 

A posse de novos membros acaba de ser anunciada pela presidência, e vai acontecer na sexta-feira dia (30/01/2026), no Hotel Porto Belo.

Veja logo abaixo a lista dos nomes aprovados e que serão empossados: 

1.ABEL RIBEIRO DE JESUS 

2.ALDA RESENDE PEREIRA BORGES DE JESUS

3.ANTÔNIA DA SILVA SANTOS 

4.ANTÔNIO SILVA ROCHA 

5.BALMUKUND NILJAY PATEL 

6.CARLOS TEIXEIRA DINIZ 

7.CASSANDRA RAMOS AZEVEDO (BENEVIDES)

8.RITA DE CÁSSIA OLIVEIRA VALLE 

9.CELSO DA SILVA CUNHA NETO 

10.EUGÊNIO AVELINO LOPES SOUZA (XANGAI)

11.GILDETE ARAÚJO DE MELO 

12.JACI LARA SILVEIRA DE OLIVEIRA (LARAH OLIVEIRA)

13.JAILDA SILVA MOURA DOS SANTOS 

14.JANEIDE MARIA BORGES DE OLIVEIRA 

15.JOLIVALDO DA CRUZ FREITAS 

16.JOSÉ SANTOS CRUZ 

17.LUIZ SAMPAIO ATHAYDE JÚNIOR 

18.MANUEL ALVES DE SOUSA JUNIOR 

19.NILSON AQUINO o

20.PAULO HENRIQUE MENSITIERI ALMEIDA DA SILVA (PAULINHO JEQUIÉ)

21.RAMIRO ANTÔNIO MOREIRA OLIVEIRA 

22.RENATA DA SILVA LIMA PEREIRA 

23.RODOLFO SALES DE OLIVEIRA 

24.ROMÁRIO PEREIRA ROSA FILHO

25.SHEILA L.P. CERQUEIRA 

26.THAIS VIEIRA GÓIS DOS SANTOS

27.VALDEIQUE DE OLIVEIRA PEREIRA 

28.VERA LUCIA SANTOS DA SILVA FREITAS 

29.VITÓRIA SANTOS GAMA 


Fonte

Publicada em


 20/01/2026 às


 14:43 por


Agnildo Santos


 DRT/BA 0008947


 (Radialista) MTB/BA


 0006730 (Jornalista) 



segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

AÇÃO!!!

 

C

Hoje começa uma nova fase na nossa produtora. Que 2026 seja um filme repleto de boas cenas, roteiros inspiradores e uma trilha sonora que embale cada passo nosso. Que as luzes continuem brilhando, que as câmeras nunca parem de rodar e que a criatividade de cada um aqui nunca esmoreça. Feliz 2026, com muito sucesso, parceria e arte para todos!

Beto Magno

É ISSO AI!

Beto Magno 


 Sou um indivíduo apaixonado e visionárioo, com uma mente curiosa e uma alma sensível. Com uma formação sólida e uma sede insaciável por conhecimentos, busco constantemente inovar e criar impacto positivo no mundo ao meu redor.

Com uma personalidade forte e criativa, sou capaz de inspirar e liderar pessoas, mas também sou humilde e empático, o que me permite construir relacionamentos profundos e significativos.

Sou um pensador independente e criativo, sempre procurando soluções inovadoras para desafios complexos. Embora isso possa causar desconforto em alguns, estou comprometido em usar minhas ideias e habilidades para fazer a diferença.

Sou grato por ter um círculo de amigos leais e respeitados, e estou sempre aberto a novas conexões e oportunidades para colaborar e crescer.

quinta-feira, 6 de novembro de 2025

MINHA CUBA, MINHA MÁXIMA CUBA!

 

Wilson Mello e  Nilda Spencer 


*O mais irreverente dos atores baianos, Wilson Mello volta à cena em documentário de Júlio Góes* 


*_Albenísio Fonseca_*


Como um brinde à memória da dramaturgia na Bahia, o mais irreverente dos atores baianos, Wilson Mello está sendo homenageado com documentário - imperdível -  sobre sua trajetória existencial e profissional. A estreia nas telonas de cinemas, em Salvador, está programada para este 20 de novembro, às 19h, no Cinema do Museu (Corredor da Vitória).


Famoso, também, por sua vida boêmia nas noites da capital baiana, o título do filme - "Minha Cuba, Minha Máxima Cuba" - revela Júlio Góes, criador e diretor do documentário - vem da expressão com que ele se dirigia aos garçons a solicitar ("cantando ou aos brados") sua bebida predileta, a Cuba Libre - um coquetel clássico, drink que mistura rum com coca-cola e limão - mas em chiste com a sagrada profissão de fé confessional da igreja católica, _mea culpa, mea maxima culpa_. frase latina que significa "por minha culpa, minha mais grave culpa". 


Ou seja, a expressão de arrependimento muito forte, popularizada na oração católica do Confiteor, usada para admitir um erro ou pecado com a maior ênfase possível, vira um sarcasmo, uma ironia sem direito ao perdão, mas ao prazer, na boca do artista enebriado. 


QUASE 5 DÉCADAS EM CENA 


O renomado ator brasileiro, particularmente proeminente na Bahia, teve uma carreira de quase cinco décadas, com notável atuação tanto no teatro quanto no cinema. Ele faleceu em 2010, aos 77 anos, devido a complicações de hipertensão e trombose. 


Mello - ou Melão, como era carinhosamente tratado pelos amigos e colegas de profissão - sempre foi celebrado por suas contribuições ao teatro, tendo atuado em mais de 100 peças, incluindo atuações marcantes como em "Quincas Berro d'Água" e "Lábios que Beijei", contracenando com a excelente atriz Nilda Spencer (1923-2008), sob direção do então desconhecido Paulo Henrique Alcântara. Bem recebido por público e crítica, o espetáculo foi marcado, sobretudo, pelo encontro e desempenho desses dois extraordinários atores.


Vale citar, ainda, entre outros inúmeros trabalhos de palco onde se destacou, "Horário de Visitas", de Ewald Hacler; Eles não usam Black Tie, de Gianfrancesco Guarnieri; "A vida de Eduardo II", dirigida por Eduardo Cabús. 


Do mesmo modo que protagoniza, agora, o 'gran finale' da série "Longas Bahia", da distribuidora Abará Filmes e Vídeos, seu último espetáculo teatral foi "O Terceiro Sinal", dirigido por Deolindo Checcucci, em 2008. 


O ator tem entre seus trabalhos mais marcantes duas montagens da peça "Quincas Berro d‘Água". A primeira encenada em 1972, em adaptação de João Augusto e a segunda em 1996, com direção de Paulo Dourado, que inaugurou a Sala do Coro do Teatro Castro Alves, em Salvador. Em 2001, fez "Ensina-me a Viver", sob direção de José Possi Neto.


Wilson Mello foi, além do mais, uma influência significativa e mentor de muitos jovens atores baianos. 


FILMOGRAFIA EXUBERANTE 


Sua exuberante filmografia - com vários trechos exibidos, agora, no documentário - inclui títulos como "Dona Flor e Seus Dois Maridos", de Bruno Barreto, 1975; "Diamante Bruto", de Orlando Senna, 1977; "Antônio Conselheiro", de José Walter Lima, e "A Guerra dos Pelados", de Guga de Oliveira, 1977; "J. S. Brown, o Último Herói", de José Frazão, 1980; Jubiabá", de Nelson Pereira dos Santos, 1987.


E tem mais: "Tieta do Agreste", de Cacá Diegues, 1996; "Cascalho", de Tuna Espinheira, 2004; "Cidade Baixa", de Sérgio Machado, 2005; "Eu Me Lembro", de Edgar Navarro, 2005; "Jardim das Folhas Sagradas", de Pola Ribeiro, 2009. Destaque-se, ainda, "Fronteira das Almas",1986, de Hermano Penna; "Tenda dos Milagres", 1977 e "Jubiabá", 1987, dos livros homônimos de Jorge Amado (10.08.1912 - 05.08.2001), sob direção de Nelson Pereira dos Santos, entre várias outras películas. 


Wilson Mello é lembrado não apenas por seu talento artístico, mas por seu estilo de vida descontraída, dedicação ao ofício, humildade e amizade com a comunidade cultural. 


O documentário demonstra seu reconhecimento nas ruas, por populares, e depoimentos sobre a trajetória marcante do ator por personalidades artísticas como o cineasta e pintor José Walter Lima, o diretor teatral Paulo Dourado, a professora e dramaturga Cleise Mendes e outras tantas a saudá-lo reconhecida e festivamente, além de trechos de suas performances.


Vale lembrar que a estréia de Wilson Mello como ator profissional foi na inauguração do Teatro Vila Velha em 1964, no espetáculo "Eles não usam Black Tie", de Gianfransceco Guarnieri, com a Companhia de Teatro dos Novos. 


A montagem de João Augusto Azevedo foi dedicada aos habitantes dos Alagados. A versão apresentou 40 personagens e contou com a participação da Batucada da Escola de Samba Juventude do Garcia.


*Diretor dedicou cinco anos*

*à pesquisa sobre o ator*


O diretor Júlio Góes tem atuação nas artes cênicas e audiovisuais, com experiência profissional em São Paulo e Salvador.


Já atuou como diretor, autor, ator e colaborador em diversos projetos teatrais e cinematográficos e se destaca, ainda, por sua participação como corroteirista e colaborador na adaptação da peça teatral "Brazyl: Poema Anarco-Tropicalista", de José Walter Lima. 


A propósito, segundo Walter Lima, "o Brasil precisa conhecer o trabalho desse fabuloso ator, originado na mesma geração de Othon Bastos no Teatro Vila Velha, quando ambos foram dirigidos pelo genial encenador João Augusto de Azevedo". 


-- Wilson Mello, embora tenha permanecido na Bahia - como estipula Walter Lima - desenvolveu uma carreira com grandes diretores, sem nenhuma barreira entre o cômico e o dramático. Surgiu como uma figura de destaque na vida artística baiana nos anos 60, em um paraíso urbano perdido, repositório de memórias e sensações a serem transmitidas, onde muitos ainda guardam histórias para recontar sobre o desempenho dele como ator. 


Para o cineasta, "com sua simpatia tonitruante, seu humor à flor da pele, sem impor o pensamento ou sua presença, ele fazia melhor, seduzia com afeto e gentileza, o que é algo de muito importante para a evolução do artista brasileiro e do povo em geral enquanto referência de si mesmo. Ou, vale considerar como uma forma de salvamento da história do Teatro Baiano, da memória antropológica, estética e cultural do povo baiano, contribuindo para a definição de sua singularidade identitária".


Para o filme "Minha Cuba, minha Máxima Cuba", sobre o ator Wilson Mello, Júlio Góes dedicou-se em extensa pesquisa ao longo de cinco anos. Mello morreu tranquilamente em 29 de maio de 2010, em sua residência, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, mas, pelo visto, frente a sua saga e força dramática, permanece vivo e em cena. 


*FICHA TÉCNICA*

Direção: Júlio Góes 

Brasil | Ano 2025 | Longa-Metragem | Documentário | Português, 


*Produção:*

VPC CinemaVideo,

Abará Filmes e Og CINELAB são co-produtoras do filme.


*SERVIÇO*

Estreia do documentário, longa-metragem, "Minha Cuba, Minha Máxima Cuba"

Quando: 20 de novembro

Horário: 19h 

Onde: Sala de Arte do Museu (Corredor da Vitória - Salvador).


*DISTRIBUIÇÃO:*

Minha Cuba, Minha Máxima Cuba, de Júlio Góes é o quinto de cinco longas-metragem distribuídos pela Abará Filmes, dentro da Série Longas Bahia que inclui "1798 Revolta dos Búzios", de Antonio Olavo; "Revoada", de José Umberto Dias; "Brazyl, uma Ópera Tragicrônica", de José Walter Lima e "Aprender a Sonhar", de Vítor Rocha.


A distribuição é financiada pela Lei Paulo Gustavo - Bahia, da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia e do Ministério da Cultura (MinC), e a produção tem financiamento do MinC e da Ancine/BRDE/FSA, Governo Federal.


Fonte: Og Cerqueira 

domingo, 26 de outubro de 2025

BELCHIOR, UM POETA ESQUECIDO

BELCHIOR, um poeta esquecido

Por: Gil Vieira 

Para seus fãs um artista “inesquecível”, sua presença continua viva, sua obra reconhecida e reverenciada. Um grande poeta, um gênio, que tinha uma tremenda capacidade de expressar a condição humana através de uma lírica profunda e melancólica. Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes — Belchior — se vivo fosse, hoje dia 26 de outubro, completaria 79 anos. Nascido em Sobral, Ceará, foi um artista multifacetado e um verdadeiro intelectual. Poliglota, dominava seis idiomas: português, inglês, francês, espanhol, italiano e latim. Aprendeu as duas últimas línguas durante o período em que esteve internado por três anos no Mosteiro dos Frades Capuchinhos, em Guaramiranga (CE). Aos 19 anos, ingressou na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, sendo aprovado em primeiro lugar. Entretanto, no quarto ano do curso, tomou uma decisão que mudaria sua vida — abandonou a medicina para se dedicar inteiramente à música. Belchior foi, sem dúvida, um dos maiores poetas da Música Popular Brasileira (MPB). Sua força poética inovou a forma de fazer poesia cantada, combinando lirismo e contestação social. Suas letras abordam o amor, a paixão, o sexo, a arte, a liberdade, a política, a solidão, a violência nas grandes cidades, a opressão do sistema e o sentido da existência. Infelizmente, nos últimos anos de vida, Belchior foi marginalizado pela mídia, esquecido. Somente após sua morte as atenções se voltaram novamente para ele — um triste reflexo da nossa sociedade, que muitas vezes reconhece o valor dos artistas apenas depois da partida. A história de Belchior guarda semelhanças com a de outros grandes nomes da arte mundial, como Johnny Depp, Mário Quintana e Van Gogh. Cada um, à sua maneira, foi injustiçado pela crítica e pela mídia. Depp, mesmo com atuações marcantes, jamais recebeu um Oscar. Quintana, um dos maiores poetas brasileiros, viveu amargurado com a rejeição da Academia Brasileira de Letras. Van Gogh, hoje celebrado como gênio, vendeu apenas um quadro em vida — e ainda assim, a um parente, movido por compaixão. Belchior é o meu maior ídolo. Sou fã e profundo admirador da sua obra. Sua poesia vive, resiste e continua a inspirar quem compreende a grandeza de um artista que jamais se curvou aos modismos.

*Gil Vieira é Advogado, Escritor e membra da A.C.B - Academia de Cultura da Bahia.