sábado, 9 de abril de 2011

CURSO DUBLAGEM, CINEGRAFISTA...TESTE PARA FILME

Por Beto Magno

CAP ESCOLA DE TV E CINEMA – 15 ANOS!



1) CURSO DE INTERPRETAÇÃO PARA TV / TELEJORNALISMO / APRESENTADOR


Duração: 5 meses turmas : quintas das 19 às 22h Início: 05 de maio


Conteúdo: dicção/voz/fala; memorização de textos; leitura e interpretação; expressão corporal; gravação.


Investimento: R$ 1.325,00


Forma de Pagamento:


Ø à vista 5% desconto


Ø em até 5x de R$ 265,00 (cheque ou cartão)





2) CURSO DE TV PARA ATORES


2.1) Turmas para iniciantes, adolescentes e crianças


Aulas as sextas das 14.30 as 17.30 h



2.2) Turmas para adultos


Aulas as terças das 18.30 as 22h


Professora: Rada Rezedá


Duração das turmas adulta e adolescente: até dezembro



Forma de Pagamento:


Ø à vista 5% desconto


Ø mensalidade de R$ 245,00 (cheque ou cartão)





3) CURSO DE PRODUÇÃO/ DIREÇÃO DE TV


16 a 27 de MAIO (CH 18 HORAS)


Conteúdo: As 3 etapas da produção com a gravação de um vídeo de 1 minuto no final do curso.


Professora: Rada Rezedá e professor convidado


Investimento: R$ 450,00


Forma de Pagamento:


Ø à vista 5% desconto


Ø em até 2x de R$ 225,00 (cheque ou cartão)


Ø R$ 385,00 a vista para matriculas até 9 de maio





4) CURSO CINEGRAFISTA


26 a 30 de ABRIL (CH 20 HORAS)


Conteúdo: curso prático – o aluno aprende a operar câmera profissional de TV;planos e movimentos de câmera; lentes, noção básica de iluminação, etc.


Professor: Xeno Veloso


Investimento: R$ 450,00


Forma de Pagamento:


Ø a vista 5% desconto


Ø em até 2x de R$ 225,00 (cheque ou cartão)


Ø R$ 385,00 a vista para matriculas até 20 de abril







5) CURSO LOCUÇÃO


11 a 20 de ABRIL (CH 15 HORAS)


Conteúdo: dicção/voz; interpretação de textos, microfones, gravação.


Professora: Rada Rezedá


Investimento: R$ 400,00


Forma de Pagamento:


Ø a vista 5% desconto (R$ 380,00)


Ø em até 2x de R$ 200,00 (cheque ou cartão)


Ø R$ 350,00 a vista para matriculas até 7 de abril





6) CURSO DUBLAGEM – Este curso possui matricula


16 e 17 ABRIL (CH 15 HORAS)


Valor da matricula: R$ 40,00


Professor: Flavio Back ( dublador do desenho animado Bem 10)


Investimento: R$ 400,00


Forma de Pagamento:


Ø a vista 5% desconto (R$ 380,00)


Ø em até 2x de R$ 200,00 (cheque ou cartão)


Ø R$ 310,00 a vista para matriculas até 9 de abril




7) CURSO DE EDIÇÃO DE IMAGEM


02 a 13 MAIO (CH 30 HORAS)


Conteúdo: Edição em Final Cut. Como montar um audiovisual adequando conhecimento da linguagem cinematográfica ao recurso do final CUT pró. Aula teórica e prática com montagem de um vídeo de 1 minuto.


Professor: Xeno Veloso


Investimento: R$ 850,00


Forma de Pagamento:


Ø a vista 5% desconto (R$ 807,50)


Ø em até 2x de R$ 425,00 (cheque ou cartão)


Ø R$ 745,00 a vista para matriculas até 9 de maio






8) CURSO TV E TEATRO ESPECIFICO PARA MELHOR IDADE


COM MONTAGEM DE ESPETACULO MUSICAL NO FINAL


ABRIL - matriculas abertas, curso até dezembro.


Conteúdo: aulas de expressão corporal,dança, teatro, TV, voz/canto.


Terças e quintas: das 14.30 as 16.30 h


Coordenação do curso: Rada Rezedá


Investimento: R$ 245,00 mensalidade


sexta-feira, 8 de abril de 2011

A GENESE DE DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

Foto:Lázaro Faria Beto Magno recebendo das mãos do Dr. Emilton Rosa o livro " A genese de Deus e o Diabo na terra do Sol" de Josette Monzani...um exelênte presente.

2 de Julho Diretor Lázaro Faria

Lázaro Faria falando sobre o filme 2 de Julho

2 de Julho - A Guerra da Independência do Brasil

Bete Wagner fala sobre a impotância do filme 2 de Julho

2 de Julho - A Guerra da Independência do Brasil - Zelito Viana

Zelito Viana falando sobre a importancia do filme 2 de Julho do diretor Lázaro Faria

GRAVAÇÃO DO DEPOIMENTO SOBRE O FILME 2 DE JULHO

Foto: Xeno Veloso Netinho, Lázaro Faria e Beto Magno explicando a importancia didatica do filme O Corneteiro Lopes de Lázaro Faria o curta que deu origem ao longa 2 de Julho
Foto: Xeno Veloso Netinho , Beto Magno e Lázaro Faria no dia da gravação do depoimento sobre o filme 2 de Julho

GRAVAÇÃO DO VIDEO PARA DIVULGAÇÃO DO FILME 2 DE JULHO

Foto: Xeno Veloso Lázaro Faria, Beto Magno, Emilton Rosa e Izabel Ceres no dia da gravação do depoimento sobre o filme 2 de Julho

GRAVAÇÃO PARA VIDEO DE DIVULGAÇÃO DO FILME 2 DE JULHO

Foto: Lázaro Faria Xeno Veloso, Beto Magno, Emilton Rosa e Izabel Ceres no dia da gravação do depoimento sobre o filme 2 de Julho

O CINEMA COM O PASSAR DO TEMPO



Por André Setaro



É difícil constatar, pela sensação do tempo que passa voando, indiferente, mas Blade Runner, o caçador de andróides, que parece ter sido visto ontem no já falecido Iguatemi 2 (em Salvador), vai fazer, ano que vem, três décadas, trinta anos. Blade Runner foi considerado uma das melhores ficções-científicas da história do cinema e, quando do seu lançamento, fez um grande sucesso de público e de crítica. Dirigido pelo eficiente estilista Ridley Scott, tem, no seu elenco principal, Harrison Ford e Sean Young. Mas o estarrecimento que se quer dar a entender aqui é pela passagem do tempo. Trinta anos já de Blade Runner?



Se, numa hipótese, em 1970, por exemplo, fosse ver um filme com já trinta anos de sua realização seria uma obra cinematográfica de 1940. Mas a distância entre Blade Runner, que é de 1982, para os dias atuais, é muito menor, quase inexistente em termos de linguagem cinematográfica, ao contrário de um filme feito em 1970 e um filme realizado em 1940. Isso se explica pelo fato de que a linguagem do cinema ainda, nos anos 1940, estava em processo de evolução. Se o cinema nasceu em 1895, levou, porém, vinte anos para sistematizar a sua narrativa, que aconteceu com O nascimento de uma nação (The birth of a nation, 1915), de David Wark Griffith. Dado o primeiro passo importante na constituição da linguagem, ainda havia muito a se desenvolver para haver, nos anos 1960, uma cristalização, um amadurecimento de seus procedimentos estéticos. Ainda estava por vir a montagem de atrações de Eisenstein, a funcional utilização da profundidade de campo de Orson Welles e William Wyler, o neorrealismo italiano, a desdramatização e a antinarrativa de Michelangelo Antonioni e Alain Resnais, o jogo espaço-tempo deste último, a revolução godardiana etc. A linguagem cinematográfica somente ficou adulta, por assim dizer, adquirindo plena maturidade sintática, em meados dos anos 1960.


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Daí se sentir tanta diferença entre um filme de 1940 e um de 1970, enquanto não se a percebe entre um de 1982 (caso de Blade Runner) e um feito agora, a exemplo de O discurso do rei. Creio, inclusive, que Blade Runner tem uma linguagem mais dinâmica e moderna do que este último oscarizado. A psicologia da recepção do espetáculo cinematográfico mudou muito com o advento do digital e do DVD e, por que não? da internet. O olhar do espectador diante de um filme é outro olhar, um olhar que já conhece, mesmo inconscientemente, os códigos dos procedimentos da linguagem. O assombro dos anos pretéritos desapareceu e se pode constatar também que a magia do cinema se evaporou com a massificação da imagem, a ponto de não se dizer mais linguagem cinematográfica em função da expressão narrativa audiovisual.



Não há mais espaço, portanto, para os realizadores inventores de fórmulas, para os cineastas inventores. Se a tecnologia avançou muito não apresentou, porém, ainda uma invenção que pudesse interferir no processo de criação cinematográfico a nível estético, como é o caso da Terceira Dimensão (3D). Para se alcançar a estética, necessário que a técnica se una a linguagem. Cineastas como Welles (Cidadão Kane), Eisenstein (Outubro), Hitchcock (Um corpo que cai), William Wyler (Os melhores anos de nossa vida), Jean-Luc Godard (Acossado), Antonioni (A aventura), Roberto Rossellini (Romance na Itália/Viaggio in Itália), Alain Resnais (Hiroshima, mon amour), entre muitos e muitos outros, foram autênticos inventores de fórmulas, cineastas criadores por excelência.



Para constatar que a linguagem cinematográfica se cristalizou nos anos 60 (e é provável que o derradeiro filme-invenção tenha sido O ano passado em Marienbad/L’année dernière a Marienbad, 1961, de Alain Resnais – que está a fazer meio século de sua realização), basta verificar que um filme realizado em 2011 não difere, em termos de linguagem, de um filme feito em 1971. É o caso, dando outro exemplo, de A laranja mecânica (A clockwork Orange), que, produzido neste último ano citado, tem uma estrutura narrativa em plena atualidade e dá a impressão de ser uma obra construída em 2011. Mas, por outro lado, se o filme de Stanley Kubrick dista 40 anos de seu momento de criação, uma obra de 1971 comparada a outra de 40 anos atrás, ou seja, de 1931, surge completamente diferente como estrutura e como linguagem. O que significa dizer: o cinema quase que não mudou do ponto de vista estética e linguístico a partir da década de 60. Talvez seja por isso que Orson Welles disse a Peter Bogdanovich que a idade de ouro da sétima arte se estabelecia entre 1912 e 1962. Atônito, o crítico americano, autor de A última sessão de cinema, entre outros, não teve tempo de replicar, pois Welles disse em seguida com a sua rapidez peculiar que a invenção no cinema teve uma vida mais longa do que a Renascença, que durou apenas, no seu apogeu, 37 anos.



Há filmes avançados para a época e que se tornam, por isso, incompreensíveis quando são lançados. O ano passado em Marienbad, de Alain Resnais, cineasta francês que, por incrível que pareça (beira aos 90), é o realizador mais inventivo do cinema contemporâneo, não foi bem digerido na época de sua estréia mundial. Incursão nos arcanos da memória, trata-se de um espetáculo puro, o cinema como expressão total de uma estrutura audiovisual. Mas as revoluções formais, as invenções de linguagem são logo absorvidas e logo usadas em filmes posteriores. O caso de Orson Welles, que revolucionou toda a linguagem do cinema em Cidadão Kane (Citizen Kane, 1941), é exemplar. O cinema, na época que Welles fez Kane, tinha atingido o máximo como uma linguagem clássica perfeita. Era preciso renovar. Hollywood chamou Welles, que fazia teatro em Nova York, e já considerado um gênio, e a R.K.O. lhe deu carta branca para a realização do filme sem interferência. A linguagem cinematográfica evolui com Cidadão Kane, que é o ponto de partida do cinema moderno. Mas o estúdio, satisfeito com a revolução formal conquistada, cortou a liberdade do autor, interferindo na montagem de seu filme seguinte, Soberba (The magnificient Ambersons, 1942). E Welles penou, de pires na mão, a vida inteira para conseguir recursos para seus outros filmes.



P.S: Na coluna de terça passada sobre a morte de Elizabeth Taylor, esqueci de citar um filme que gosto muito, A megera domada (The taming of the shrew, 1967), de Franco Zeffirelli, uma bela adaptação de uma peça de William Shakespeare, com Liz Taylor ao lado de seu então marido Richard Burton. Em Pádua, nobre não aceita noivo para sua filha mais moça enquanto não achar pretendentes para a mais velha, que tem temperamento irascível e genioso (Catarina, interpretada por Liz). O melhor filme de Zeffirelli, diretor maneiroso, que tem, aqui, o ponto alto de sua filmografia.