quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Chico Anysio - Cartão de Visitas - Pantaleão


Chico Anísio e Francisco Afrânio Peixoto

Por Mauricio Afrânio Peixoto

Segundo meu irmão mais velho Chico Peixoto, me contou que neste dia Chico Anysio participou de um evento aqui em Salvador e repentinamente teve um mal estar e então meu pai, sendo profissional da área da saúde, foi atendê-lo. Mas meu irmão Chico me falou também que estava lá nesse momento da foto e que a conversa, nesta hora, era sobre o cachimbo que meu pai tinha hábito de usá-lo. Então disse que começou o hábito quando viajou para a Europa e atendendo a um pedido/encomenda de um amigo (usuário de cachimbos) que comprasse alguns cachimbos para ele. Bem, meu pai comprou vários, algo em torno de uns doze, e ao mostrar a um companheiro de viagem adepto ao hábito do cachimbo, este ficou maravilhado com a alta qualidade das compras (cachimbos) e então incentivou a meu pai a experimentar um deles com um fumo muito especial que tinha e pronto, meu pai gostou da experiência e começou o hábito. Ao retornar meu pai ligou para o amigo e falou que tinha trazido os cachimbos, mas que ele tinha interesse neles também e então o amigo logo propôs em dividir, metade para cada, meu pai olhava para o lado onde estava minha mãe e perguntava: "não foi Amy (minha mãe), pois é a pura verdade". Enquanto isso Chico Anysio ouvia atentamente a história. Nesta época meu pai já era aposentado precocemente por benefício de ter sido integrado ao batalhão brasileiro da segunda guerra mundial, dedicando-se somente as propriedades rurais de cacau e pecuária.
Meu irmão acredita que nesse momento Chico Anísio teria visto ali ou inspirado ali um personagem e dali surgiria o famoso personagem Pantaleão.
Contei toda esta história e mostrei esta foto para Zelito Viana (irmão de Chico Anysio) e ele respondeu assegurando que certamente ele se inspirou no personagem em meu pai, pois ele era muito observador e daí criou muitos personagens.
"PANTALEÃO, o nome completo era Pantaleão Pereira Peixoto, é um nordestino, aposentado que está sempre a contar histórias falsas. Vive em sua cadeira de balanço, na companhia de sua esposa Tertuliana (Suely May) e de Pedro Bó (Joe Lester), um adulto com postura de criança adotado por ele. Sempre pergunta para sua mulher se ele está mentindo que, por sua vez, não tinha coragem de contradizê-lo e sempre garantia ser verdade. Possui um óculos com uma lente escura e outra incolor. Seu visual é inspirado em Dom Pedro II, enquanto a voz é similar a do cantor Luiz Gonzaga. Suas histórias sempre ocorrem no ano de 1927."

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