quinta-feira, 18 de março de 2021

MEDALHA DO MÉRITO CULTURAL GLAUBER ROCHA


Por Ricardo Benedictis

 Em Sessão Especial pelo Dia da Cultura, vereadores destacam importância da valorização dos artistas locais

Câmara de Vitória da Conquista Sessão Especial Notícia Luis Carlos Dudé, Valdemir Dias, Edjaime Rosa - Bibia, Fernando Jacaré. Comissão de Cultura e Esporte: Alexandre Xandó, Chico Estrella, Dr Andreson Ribeiro, Ivan Cordeiro, Orlando Filho, Ricardo Babão e Delegado Marcus Vinicius
17/03/2021 11:40:00
A Câmara Municipal de Vitória da Conquista promoveu na manhã desta quarta-feira, 17, pelo Sistema de Deliberação Remota (SDR), uma sessão especial em homenagem ao Dia Municipal da Cultura, comemorado no dia 14 de março. A sessão, prevista no Regimento Interno da Casa, além de comemorar a data tem como objetivo entregar a Medalha Mérito Cultural Glauber Rocha a uma instituição e a uma personalidade que se destacam na promoção da cultura local. Os parlamentares participaram da sessão destacando a importância da valorização da cultura e dos artistas do município.
Em espaço de homenagem a Glauber Rocha, não poderia deixar de lembrar de sua obra. Com essa frase, o vereador Alexandre Xandó (PT) iniciou o seu pronunciamento e aproveitou para lembrar vários fatos marcantes, como a inauguração do aeroporto que leva o nome de Glauber Rocha: “Uma cerimônia marcada pela presença da encarnação do nosso Porfírio Diaz, de Terra em Transe”. Ele criticou o Governo Bolsonaro, pelo corte de recursos dos editais para as artes e afirmou que os grupos do poder criaram um imaginário social de perseguição aos artistas, como as fake news sobre a Lei Rouanet, ameaças e intervenções a exposições teatrais e artísticas. E finalizou parabenizando os homenageados do dia, fazendo referência ao escultor Gilvandro.
Cultura precisa de incentivo – O vereador Orlando Filho (PRTB) ressaltou a necessidade de incentivo à cultura no município. “Precisa de incentivo sobretudo do poder público para continuar o despertar de pessoas”, apontou ele, que é um dos representantes da Câmara no Conselho Municipal de Cultura. “Somos uma terra de pessoas que têm dom de diversos setores de cultura. Somos produtores de artes para o Brasil”, destacou Orlando, afirmando ainda que Glauber plantou uma semente que tem dado frutos. “Glauber Rocha teve um papel muito importante no despertar desse cinema. Essa cultura continua através de muitos nomes”, disse o parlamentar, apontando que a cidade já tem cineastas produzindo obras que começam a ganhar espaço no cinema nacional.
A cultura torna a vida mais significativa - O vereador Valdemir Dias (PT), líder da Oposição na Casa, destacou o Dia Municipal da Cultura, comemorado no último domingo (14), e parabenizou a todos os artistas e produtores culturais de Vitória da Conquista que, por meio de seu trabalho, tornaram a vida mais significativa. Dias estendeu sua homenagem a todos que promovem a cultura no município e ressaltou a importância da Lei Aldir Blanc que, segundo o vereador, “veio para minimizar o sofrimento desta pandemia”. Ele lamentou os problemas enfrentados por artistas e produtores culturais durante a pandemia, sofrendo por falta de oportunidade de exercerem a sua arte. O vereador relembrou, ainda, o papel da Câmara Municipal: “Ano passado, fizemos questão de rever o orçamento do município e garantir mais recursos para a cultura”, comentou Dias.
Buscar mais incentivos para a cultura - O vereador Ivan Cordeiro (PSDB) ressaltou a importância da Sessão Especial para debater e fomentar políticas públicas voltadas para a cultura. Ele destacou a visita que fez ao secretário nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciúncula. O encontro aconteceu no mês de fevereiro e, segundo o vereador, serviu para destacar a importância de Vitória da Conquista no cenário cultural nacional, exportando nomes como Glauber Rocha, Elomar Figueira e tantos outros artistas que representam a cidade na divulgação da cultura local. Ivan destacou também a necessidade de buscar mais incentivos, mais recursos para a manutenção dos trabalhos envolvidos na cena cultural. “Os trabalhos desenvolvidos precisam desse apoio para garantir a continuidade de apoio e fomento à cultura”, afirmou o vereador.
Lei Aldir Blanc trouxe mais investimentos para a cultura – O vereador Ricardo Babão (PCdoB) parabenizou o escultor Gilvandro e relatou a importância de suas obras. “É um prazer estar aqui nesse momento homenageando dois grandes nomes da cultura local”, afirmou, lembrando dos projetos e editais voltados para a valorização da cultura, com a Lei Aldir Blanc. Finalizou pedindo o retorno de eventos como os festivais culturais e dizendo que o Legislativo Municipal está à disposição para ajudar a cultura do município.
Valorização da Cultura – O vereador Edjaime Rosa Bibia (MDB), Líder da Bancada de Situação, destacou a importância da valorização da cultura no município, por meio, inclusive da destinação de uma parcela maior de recursos financeiros. “A Secretaria de Cultura tem que receber mais recursos e nós estamos aqui para lutar por isso”, garantiu. Ele destacou ainda que os artistas precisam ser valorizados. “Nós não podemos esquecer de nomes históricos de nossa cidade como o de Glauber Rocha”, disse. Destacou o Espaço Glauber Rocha, onde os artistas locais podem se apresentar nos diversos eventos realizados pelo Governo Municipal. “Vitória da Conquista é rica em cultura. Nós temos grandes artistas reconhecidos. Temos que valorizar os artistas”, finalizou.
Mais atitudes para fomentar a cultura de forma universalizada - O vereador Chico Estrella (PTC) parabenizou os dois homenageados da sessão, Gilvandro Oliveira e Pai Jorge, representante do Terreiro de Candomblé Lojereci Nação Ijesá. Porém, Estrella questionou quantos novos ‘Glauber Rocha’ existem em Vitória da Conquista, mas que ainda não tiveram oportunidades de serem revelados. Chico criticou a Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer do município, cobrando mais atitudes para fomentar a cultura de forma universalizada na cidade e apoiar os artistas e produtores culturais de Vitória da Conquista neste momento de dificuldade para trabalhar devido à pandemia de Covid-19. “Nós vamos lutar para que a terra de Glauber Rocha, e que tantos artistas produz, possa, efetivamente, ter uma cultura à altura desta cidade”, finalizou Chico Estrella.
Em seu discurso, Chico Estrela fez uma homenagem pessoal ao cineasta conquistense Beto Magno, da VM - Filmes. Destacou seus dotes artísticos e criticou a Secretaria de Cultura por não ter dado uma oportunidade para que o produtor cultural pudesse expor seu projeto de um Festival Nacional de Cinema em Vitória da Conquista. (Nota do Blog).
Necessidade de apoiar a cultura - O vereador Marcus Vinícius (Podemos) parabenizou a Câmara Municipal pela Sessão Especial para a entrega da medalha Mérito Cultural Glauber Rocha, em comemoração ao Dia Municipal da Cultura, celebrado no último dia 14. Ele destacou a necessidade de apoiar a cultura e se comprometeu com esse apoio, não só como vereador, mas também como empresário. Ele parabenizou também o produtor cultural Vadinho Barreto pelo trabalho desenvolvido na cidade com o projeto ‘Quintas de Maio’.
Evolução e progresso por meio da cultura - O vereador Andreson Ribeiro (PCdoB) relatou a sua alegria em participar de uma sessão importante em um momento tão difícil e com tantas mortes. “Nenhuma Nação evolui e progride sem a cultura e investimentos na cultura”, alertou o parlamentar, que aproveitou para criticar o Governo Federal que acabou com os ministérios da cultura e esporte, afirmando que esse é um descompromisso do Governo Bolsonaro com o que realmente educa. Andreson parabenizou, ainda, os Governos do Estado, que em 2016/2017, lançou projetos de mais de R$ 30 milhões em editais para beneficiar a cultura, e o municipal por adquirir a casa de Glauber Rocha para o município. “Glauber foi pioneiro no cinema, revolucionou o cinema nacional e foi premiado em diversos lugares do mundo”, lembrou, contando que “aqui em Conquista, direta ou indiretamente, juntamente com o deputado Fabrício Falcão, estamos apoiando os artesãos”. Finalizou ressaltando a importância da Lei Audir Blanc, de autoria da Deputada Benedita da Silva, e pediu a valorização e tombamento dos prédios históricos da cidade.
Cultura precisa ser orgulho de Conquista – O presidente da Casa, vereador Luís Carlos Dudé (MDB), destacou o histórico de Conquista de abrigar grandes nomes da cultura. “Terra de Glauber Rocha, Elomar Figueira de Mello, Xangai, Camillo de Jesus Lima, Carlos Jehovah, Edgard Larri, e nós precisamos ter orgulho disso”, disse ele. “Essa Casa tem o entendimento da valorização da cultura. Valorizar a cultura da nossa terra só pode ser através de dotação orçamentária”, apontou Dudé, avaliando que sem maior montante de recursos financeiros isso não é possível. “No entendimento de nosso mandato, através do meu querido e dileto amigo Arthur Maia, estamos buscando cerca de R$ 2 milhões em investimentos para a Cultura de Vitória da Conquista”, anunciou Dudé.
De acordo com o presidente, é preciso vontade política para conquistar avanços. “A verba existe. É preciso ter vontade política para buscar os recursos”, disse ele.
Dificuldades que artistas e produtores culturais têm passado - O vereador Fernando Vasconcelos (PT) declarou ser um momento de muita alegria por poder participar da grande homenagem que é a Medalha Mérito Cultural Glauber Rocha. “Tive o orgulho de estar na sua criação, em 2006”, afirmou Vasconcelos, que parabenizou os homenageados na sessão especial de hoje. Fernando Jacaré trouxe ao debate, ainda, que a questão cultural, em Vitória da Conquista, é muito mais abrangente, afirmando que a sociedade conquistense, principalmente em suas periferias, possui formas culturais diferentes. O vereador também destacou as dificuldades que os artistas e produtores culturais têm passado desde o último ano, devido à Covid-19. “Trabalhar hoje com a cultura e com a arte não é fácil”, disse Jacaré, que completou: “não é possível viver o momento que estamos vivendo e ficar parado. Tem que ser feito algo urgentemente.”

sexta-feira, 12 de março de 2021

COMO SE FAZ

 Beto Magno


Por Beto Magno

Técnica de filmagem - Captura


ENQUADRAMENTOS


O enquadramento é o campo visual capturado pela objectiva da câmara. A esse
elemento capturado chamamos plano, o qual mediante a disposição dos elementos
ganha diferentes valores significativos e diferentes tempos de leitura.
São vários os tipos de enquadramento que se podem usar no momento de filmar.
Neste tipo de plano as costas e o ombro do
jornalista podem aparecer em algumas das
respostas do entrevistado, embora vá criar algum
ruído na imagem.
O entrevistado deve surgir sempre em primeiro
plano, olhando na direção do jornalista
O jornalista pode surgir em primeiro plano nas
perguntas, com um enquadramento similar ao do
entrevistado.
Este plano normalmente é gravado
posteriormente ao fim da entrevista. Nesta fase o
jornalista pode também “perguntar” usando como
imagem um plano médio, dando assim mais recursos de imagem para o trabalho de
edição

PLANOS DE CORTE

Este tipo de plano é essencial na construção de uma peça de televisiva já que permite a
mudança de planos, locais e momentos.
Um dos planos mais famosos em televisão é o plano de corte que utiliza as mãos do
entrevistado. Este típico plano causa ruído e distração sendo por isso considerado uma
coisa do passado.
Outros planos, não menos famosos, são o de alguém a escrever ou a imagem de uma
outra câmara de filmar. Estas também são imagens do passado que nada acrescentam e
que também causam ruídos, distração, quebra na história visual.
Ao usar o plano de mãos como plano de corte, o telespectador perde a atenção, e a
peça fica prejudicada na sua sequência informativa, já que as mãos não se relacionam
com o conteúdo.
Este plano deve ser substituídos por planos abertos, planos fechados ou pela utilização
do plano e do contra-plano do jornalista e do entrevistado.

OS CONTRA-PLANOS

É um plano recomendado sempre que existam condições para tal, já que facilita a edição
do diálogo.
O que é contra-plano do entrevistado? É a gravação deste calado enquanto olha para o
jornalista que lhe coloca a questão.
Por sua vez, o contra plano do jornalista, é naturalmente a imagem oposta, olha para o
entrevistado ouvindo-o numa atitude neutra, sem movimentos de cabeça a dizer que
“sim” ou “não”, nem recorrendo ao “uhm, uhm”.
O repórter de imagem é essencial nestas situações, já que deve avisar o jornalista dos
movimentos de cabeça caso eles existam.
O jornalista neste momento caso use microfone de mão, deve ter o cuidado, de efectuar
as questões colocando o microfone sempre à mesma distância que usou para colocar a
questão ao entrevistado durante a entrevista.

PLANO GERAL
O plano inteiro é outro que facilita o trabalho de edição.
Nas entrevistas em salas ou gabinetes, o plano geral
deve ser feito para que apareça o jornalista e o
respectivo entrevistado na imagem.
Este plano pode ser feito mais cedo, enquanto o
jornalista prepara a entrevista na conversa prévia com o entrevistado, ou pode ser feita
no fim, quando a entrevista terminou.

AS REGRAS
OS 180º
É uma regra que os repórteres de imagem devem respeitar. Traça-se uma linha
imaginária que une o jornalista ao entrevistado, e apenas se trabalha de um desses
lados, respeitando sempre o ângulo dos 180º, conforme a figura:
Ao ser respeitada a regra, o telespectador tem a facilidade de perceber que mesmo que
o jornalista e o entrevistado não apareçam juntos, o entrevistado está voltado para o
jornalista e vice-versa.

Centros de interesse
O interesse do telespectador sobe em função da localização do centro da imagem.
O centro de interesse principal deverá ser colocado no terço direito da imagem.
Se a imagem tiver um único centro de interesse, toda a ação se centra nele.
A imagem poderá ter dois centros de interesse e nesse caso a nossa atenção divide-se
por ambos.
Se uma imagem tiver vários centros de interesse, a atenção varia, centrando-se
alternadamente num ou noutro ponto, conforme a sua posição relativa

ESCALA DE PLANOS
Considerando um homem como exemplo, podemos dividir o seu espaço em três
grandes áreas demonstrativas
1. A que nos mostra o ambiente que o envolve
2. A que nos permite observar a ação que executa
3. A que nos possibilita analisar a sua expressão

Desta forma surgem três grupos de planos: Ambiente, Ação e Expressão

Os planos de ambiente podem ser:
_ PMG – Plano Muito Geral

_ PG – Plano Geral

Os planos de ação podem ser:

_PGM – Plano Geral Médio
_PA – Plano Americano
_ PM – Plano Médio

Os planos de expressão podem ser:

_ PP – Plano Próximo
_ GP – Grande Plano
_ MGP – Muito Grande Plano
_ PD – Plano de Detalhe



AS CARACTERÍSTICAS DOS DIVERSOS PLANOS
PLANO MUITO GERAL (PMG) – É o plano que não tem
qualquer limite, é bastante geral. Contém, essencialmente, o
ambiente. O elemento humano quase que não é visível na
imagem.

PLANO GERAL (PG) 
– Este plano também se centra no

ambiente. Apesar disso já se vê o elemento humano na
imagem. Este plano já contém alguma acção apesar de o
ambiente ainda prevalecer.
PLANO AMERICANO (PA)Neste plano, apesar do ambiente
estar presente, o conteúdo principal é a acção das personagens.
O limite inferior da imagem corta o ser humano pelo meio da
coxa.
PLANO MÉDIO (PM) – O ambiente não surge neste plano. Este
plano caracteriza-se fundamentalmente pela acção da parte
superior do corpo humano. O plano é cortado pela cintura. Este
plano é considerado um plano intermédio entre a acção e a
expressão.PLANO PRÓXIMO (PP) – Este plano é cortado pouco abaixo das
axilas. Permite por exemplo imagens de alguém a fumar,
cortando totalmente o ambiente em redor. Este tipo de planos
privilegia o que é transmitido pela expressão facial.

GRANDE PLANO (GP) – Este plano é a expressão na sua máxima
importância. É um plano que é cortado pela parte superior dos
ombros. Este plano retira a acção e o ambiente da imagem.
MUITO GRANDE PLANO (MGP) – Plano de expressão exagerado.
É um plano que ao ser cortado pelo queixo e pela testa permite
que seja aumentada a carga emotiva da imagem para o
telespectador.

PLANO DE DETALHE (PD) – Este plano foca apenas parte de um
corpo, desmontando assim o corpo humano. Este plano permite
também que seja aumentada a carga emotiva da imagem, ao
focar, por exemplo, uns olhos a chorar.


Ao introduzirmos movimento na câmara, criamos outro tipo de planos dependentes
desse movimento ou do uso de um ângulo diferente dado à câmara. Assim temos:
FOCA-DESFOCA – Plano em que ao focar-se o primeiro elemento mais próximo desfocase
o segundo elemento.

ZOOM – Aproximação, ou afastamento, a determinado objecto. Este tipo de plano deve
ser equilibrado, não deve ser muito rápido nem exageradamente lento

PANORÂMICAS – Normalmente é um movimento efectuado de acordo com a nossa
leitura ou seja da esquerda para a direita apesar de se poder efectuar no sentido
contrário. Também é um plano que requer equilíbrio, não devendo ser nem muito
rápido nem muito lento. Neste plano, o movimento da câmara é apoiado no eixo do
tripé.
TILTS – Movimento parecido com a panorâmica. O movimento é também efectuado
normalmente de acordo com a nossa leitura, de cima para baixo, apesar de se poder
efectuar no sentido oposto. É também um plano que requer equilíbrio, não deve ser
nem muito rápido nem muito lento.

TRAVELLING – Movimento bastante utilizado no cinema. A câmara efectua um
determinado percurso. Este tipo de plano é normalmente utilizado em situações de
explicação de determinada situação/movimento.

TRACKING - Movimento que segue uma personagem ou um objecto que se movimenta,
como se fosse uma perseguição.

Este género de planos deve ser utilizado com bom senso. O uso excessivo na mesma
peça deste género de planos acaba por transmitir a ideia de um trabalho feito à imagem
de um vídeo de casamento.

ALGUNS APONTAMENTOS RELATIVAMENTE AOS PLANOS

Apesar da descrição sucinta de cada plano, os limites referidos nunca são rígidos. Cada
caso é um caso, e se determinado plano (feito de acordo com as regras apontadas) é
indicado para determinada peça isso não significa que esse mesmo plano resulte na
peça seguinte.
O repórter de imagem, em consonância com o jornalista, seu colega de equipa, deve
optar sempre pelos planos que vão encaixar na história. Para isso é fundamental otrabalho de equipa e um perfeito conhecimento das razões pela qual estão a fazer
aquele trabalho. Uma boa preparação do trabalho é fundamental para que exista um
bom trabalho de equipa.
Nota: Filmar é contar uma história, não é apontar a câmara e carregar no botão.

ERROS DE ENQUADRAMENTO

A IMAGEM EGÍPCIA
Um erro habitual é quando o entrevistado fica de lado para a câmara, ficando assim o
entrevistado de lado, e metade do visor vazio. É uma imagem pobre e errada, que nada
diz ao telespectador.
Este erro tem uma solução extremamente fácil, o jornalista coloca-se sempre ao lado da
câmara de filmar. O entrevistado surge bem enquadrado na imagem já que olha para os
olhos do jornalista. Desta forma o telespectador pode observar as expressões do
entrevistado, detalhes que acabam por reforçar a ligação entre o entrevistado e o
telespectador.
IMAGENS PICADAS

O olhar da pessoa deve estar sempre ao nível da objectiva. Nunca se deve filmar um
convidado ou jornalista de cima para baixo (picado), ou ao contrário de baixo para cima
(contrapicado). No caso de alguém filmado de cima para baixo estamos a dar uma
imagem do convidado de ser alguém diminuído. Se o convidado for filmado de baixo
para cima estamos também a dar uma falsa imagem de poder.
ABERTURAS, PASSAGENS E FECHOS

O jornalista nunca deve surgir em plano próximo em
qualquer destas situações devendo usar o plano médio.
A posição do jornalista deve ser ligeiramente diagonal,
com o cenário em fundo. O telespectador fica, desta
forma, com um enquadramento mais agradável

Ao usar as passagens, o jornalista nunca deve ficar no centro da imagem, mas sim num
dos lados, para que o ponto de fuga ser aproveitado, valorizando a informação visual.
Neste tipo de imagens o limite é sempre a cintura. Porém, caso seja necessário, pode-se
usar o plano inteiro, sendo este fechado até se atingir a zona da cintura.
Para este tipo de imagens serem utilizadas e bem feitas o trabalho de equipa entre o
jornalista e o repórter de imagem é fundamental. Assim o conjunto do ambiente e do
jornalista saem reforçados.
Os movimentos de câmara e do jornalista devem ser treinados para que exista
sincronização.
As passagens, aberturas e encerramentos não devem ser iguais. O jornalista deve ter
todas as condições para uma boa imagem e o repórter de imagem deve orientar o
jornalista de modo a que os enquadramentos sejam os corretos.
Este tipo de planos deve reforçar o trabalho da equipa e a qualidade do trabalho e não o
contrário.

segunda-feira, 8 de março de 2021

" O SORRISO DE MONALISA " EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES



Katherine Watson é uma recém-formada da UCLA que foi contratada, em 1953, para lecionar História da Arte na prestigiosa Wellesley College, uma escola só para mulheres. Determinada a confrontar valores ultrapassados da sociedade e da instituição, Katherine inspira suas alunas tradicionais, incluindo Betty e Joan, a mudarem a vida das pessoas como futuras líderes que serão.
Data de lançamento: 19 de dezembro de 2003 (EUA)
Diretor: Mike Newell
Indicações: Teen Choice Award: Melhor Atriz de Drama/ Ação/ Aventura, Teen Choice Award: Filme - Sleazebag
Roteiro: Lawrence Konner, Mark Rosenthal
Produção: Elaine Goldsmith-Thomas, Deborah Schindler, Paul Schiff, Juan Gordon
Elenco 
Julia Roberts (Katherine Watson)
Julia Roberts
Katherine Watson
Julia Stiles (Joan Brandwyn)
Julia Stiles
Joan Brandwyn
Maggie Gyllenhaal (Giselle Levy)
Maggie Gyllenhaal
Giselle Levy
Kirsten Dunst (Betty Warren)
Kirsten Dunst
Betty Warren
Ginnifer Goodwin (Connie Baker)
Ginnifer Goodwin
Connie


 

domingo, 7 de março de 2021

"MULHERES CONQUISTENSES: PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA"


 A exposição virtual “MULHERES CONQUISTENSES: PROTAGONISTAS DA HISTÓRIA” é uma ação em homenagem à mulher conquistense, que ocorrerá nas redes sociais do Museu Regional de Vitória da Conquista durante este mês de março, a partir do dia 08, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher.

A exposição tem por finalidade expandir o conhecimento sobre algumas personalidades femininas da história da cidade, cujas vidas e atuações ainda são uma incógnita para a maioria da população.


A partir do dia 08 de março nas redes sociais do Museu Regional, no Instagram e no Facebook.” @museuregionaluesb


Fonte: Diário do Sudoeste da Bahia 

A NOBRE ARTE DE FAZER CINEMA

Beto Magno

Por Beto Magno


Cinema é uma expressão artística. Chamamo-lo de 7ª arte. Mas a que tipo de cinema nos referimos quando falamos de arte? É evidente que o cinema em seus primórdios era muito mais arte do que atualmente.
Comparando as histórias dos filmes de antigamente com as de hoje podemos notar uma gritante diferença. Falava-se de bonitos valores humanos, fortes laços de amizade, regeneração, arrependimento e perdão, bravura e perseverança.
Hoje temos filmes que não só são isentos de arte como parecem zombar da inteligência de quem os vê. Salvo raras exceções, é claro.
Enlatados, pastelão, comédias com piadas ridículas e até ofensivas, estes filmes passam bem longe da arte. São feitos para gerar lucros e popularidade a seus diretores, que se sairiam bem melhor como publicitários de cerveja de humor duvidoso do que dirigindo filmes. Seu humor reciclado não tem expressão artística alguma.
Filmes bons geralmente não se utilizam de muita tecnologia, são mais roteiro e interpretação do que efeitos especiais e computação gráfica. Bons atores e atrizes e uma bela história. E então temos um filme promissor.
Já os produtos cinematográficos enlatados, geralmente dão preferência a atrizes "boas" e não a boas atrizes; se esta não consegue subir o ibope com suas curvas e litros de silicone, então não é a atriz ideal. Notam-se também muitas cenas de violência gratuita, criminosos virtuais, vilões bonitos e carismáticos etc. Tudo o que é necessário para desviar mentes sãs para o mau caminho.
Adolescentes, ao verem certos filmes, saem do cinema com o desejo de possuir poderes sobrenaturais, soturnos ou saltar de um prédio a outro sem o mínimo esforço, como se isso fosse algo absolutamente normal.
Quem já assistiu a filmes em preto e branco e até mesmo alguns filmes dos anos 70, 80 e meados da década de 90 pode notar que ali sim havia uma certa preocupação com o roteiro, a mensagem a ser passada. A partir da metade dos anos 90 é que as coisas começaram a mudar. Para pior.
O nome da rosa, a vida é bela, o fabuloso destino de amélie poulain, os excêntricos tenenbaums, sociedade dos poetas mortos, gênio indomável, casablanca são exemplos de belíssimos filmes com mensagens que realmente tocam o coração de quem os assiste.
Bons filmes deixam marcas, emocionam, tornam-se inesquecíveis, sem dúvida ver um bom filme é uma experiência transcendental. Altamente recomendável. É como uma terapia para a alma.
Há que se ter por isso, bom senso para saber discernir o que é bom do que é ruim ao entrar numa plataforma de streaming de vídeo. Por esse motivo é melhor evitar filmes muito ricos em tecnologia e efeitos especiais. Certamente, os mais simples sempre terão roteiros melhores e mais bem-acabados. Mensagens realmente belas, para sempre.